Rosto calado de tanto sentir a dor
Que destrói e transforma
A nossa vida de cor
Deixando numa forma
Sou rosto que não consigo falar!
De tanto ver meus irmãos a se perder
Neste mundo que nem amor vive!...
Não vejo o respeito a ser respeitado
Sinto aquele medo de ver-me
Melhorado na dor
Vi aquela pobre criança…
Ser maltratada e humilhado
Sem força para agir
Aquela mulher a ser vítima do seu amor
Jogada na lama da dor;
Por não ter dado a sinceridade
Para se livrar da dor
Rosto cansado!
De tanto ver as famílias separadas
De o amor e viver na dor
Estou cansado de falar
Sem ser ouvido
De tanto amar sem ser correspondido
Meu rosto perdeu a visão
Escrito: Ricardo Calengue “Amado Davega”
E-mail: amado_davega@hotmail.com , amadodaveganet@yahoo.com.br
Tel: 927938303
Lobito, aos 04 de Junho de 2008
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Leia em mim
Leia dentro mim
E verás quantas letra o meu coração tem
Para poder exprimir tudo que esta dentro de mim
Naquele cofre que você conhece!
O lado esquerdo,
Onde bate tão forte!
Tão forte para te encontrar
Encontrar a chave do amor
Aquele que sinto ao te ver
Ao ver você passar na estrada
O caminho mais próximo da felicidade
A felicidade que tanto procuras…
Preciso tanto que me mostre
O caminho para chegar ao cofre
E me dês a chave de ouro
Para triunfar!…
Não preciso muito! Mas sim
Que leias em me
E veras tanto amor que ele tem
Para te dar!
Leia em me
Escrito por: Ricardo Calengue “Amado Davega”
E-mail: amadodaveganet@yahoo.com.br amado_davega@hotmail.com
Lobito, aos 21 de Maio de 2008
E verás quantas letra o meu coração tem
Para poder exprimir tudo que esta dentro de mim
Naquele cofre que você conhece!
O lado esquerdo,
Onde bate tão forte!
Tão forte para te encontrar
Encontrar a chave do amor
Aquele que sinto ao te ver
Ao ver você passar na estrada
O caminho mais próximo da felicidade
A felicidade que tanto procuras…
Preciso tanto que me mostre
O caminho para chegar ao cofre
E me dês a chave de ouro
Para triunfar!…
Não preciso muito! Mas sim
Que leias em me
E veras tanto amor que ele tem
Para te dar!
Leia em me
Escrito por: Ricardo Calengue “Amado Davega”
E-mail: amadodaveganet@yahoo.com.br amado_davega@hotmail.com
Lobito, aos 21 de Maio de 2008
Conheça o Lobito
O Lobito é uma cidade e um município da província de Benguela, em Angola. Localiza-se na costa do Atlântico. Tem 3 648 km² e cerca de 805 mil habitantes. Limita a Norte com o município do Sumbe, a Este com o município do Bocoio, a Sul com o município de Benguela e a Oeste com o Oceano Atlântico. O antigo concelho foi criado em 1843. O Porto do Lobito é o segundo porto de carga do país. Os caminhos de ferro de Benguela (CFB) começam no porto do Lobito e fazem ligação com a costa oriental de África.
Lubito será a primeira cidade de Angola, depois da Capital, a ultrapassar os 100.000 habitantes e será a única até cerca de 1970. Porto principal (oceânico, de 1ª classe) está generalizado a toda natureza de tráfego sem preponderância de determinado tipo. Possui importante sistema mecânico para carregamento de minérios, silos para milho e serve um vasto “hinterland” através da linha férrea de penetração africana, a transcontinental terceira maior do mundo. É também porto de cabotagem importante e, no seu conjunto, movimentou já 2.000.000 tones/ano, isto é 20% do tráfego geral do país durante a ocupação colonial, onde 60% dos restantes dizia respeito ao ferro de Kassinga. Até à Independência, foi o Porto de Angola com maior volume de carga geral, para o que se encontrava perfeitamente apetrechado. Extensa rede de estradas ( criadas por “necessidades” da guerra...) proporciona à Cidade um tráfego rodoviário dos mais densos do País e com maior volume de carga geral. É a única testa de ponte do trânsito ferroviário internacional, a qual absorve 80% do tráfego anual, cabendo ainda, nos restantes 20%, absorvidos por estradas, a maior parte, ao Lubito. Importante porto pesqueiro, de populações tradicionais que às artes da pesca dedicam a sua principal actividade, com processos e técnicas peculiares –as célebres “mbimba”- engenhosamente construídas pelo povo da praia do Bebé, a Sul da Cidade e os barcos de velas triangulares, nilóticos. É pólo administrativo de largas penetrações para o interior e o maior entreposto comercial de base em contactos de vária ordem. Estabelecimentos e empresas estrangeiras aqui fixadas com suas sedes, dão à Cidade projecção internacional impar, com contactos de vária ordem. Sua expansão industrial proveniente das condições naturais que permitiram a fixação de grandes investimentos, de exploração que utiliza os meios naturais, energia eléctrica assegurada e económica, rede de abastecimento e caudal de águas em desenvolvimento e assegurada utilização e clima propício à fixação de actividades laboriosas, impõem-na como zona sem paralelo à actividade produtiva da transformação. Centro irradiador da distribuição provincial de energia eléctrica por subestações apropriadas, ao Lubito abrem-se imensas perspectivas.
Fonte: Autor Desconhecido
terça-feira, 13 de outubro de 2009
FestOmunga




O FestOMUNGA aconteceu! Mais de 200 crianças e adolescentes ocorreram ao local para, com alegria, participarem nesta actividade recreativo-cultural.
26 de Setembro foi dia de Festa. Cerca de 15 grupos infanto-juvenis de diferentes comunidades e escolas deram o colorido enquanto desfilaram no palco do recinto da escola Mutu ya Kevela do B.º da Luz. O grupo composto de 9 crianças da OKUTIUKA, vindo do Huambo, foi o convidado especial.
Esta acção enquadra-se numa ampla jornada em prol da Marcha Munidal da Paz (que arranca a 02 de Outubro), do Dia Mundial de Prevenção do Abuso e Violência contra a Criança (a ter lugar a 19 de Novembro) e de apoio ao movimento em torno da III Conferência Angolana da Sociedade Civil (17 - 19 de Novembro).
Estiveram também envolvidas outras organizações da sociedade civil.
A actividade enquadra-se no projecto JUVENTUDE E CIDADANIA financiado pela Comissão Europeia e, nada melhor que as imagens para elucidar.
Por: Cecília Costa - Omunga
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Dois anos de distância
Saudades-dizes na carta de onten
Quando nos veremos
Breve ou tarde?
Diz-me amor!
Nos silêncios.
Estão as conversas que não tivemos
Os beijops não trocados
E as palavras que não dizemos
Nas cartas censuradas
Contra o dilema de hoje
Viver submisso ou presseguido
são os nossos dias de sacrificio
e audância
pelo direito
de viver pensando viver agindo
livremente humanamente
entre o sonho e o desejo
Quando nos veremos
tarde ou cedo?
Diz-me amor!
Cresce com mais justiça ainda
A ânsia de sermos com os nossos povos
Hoje sempre e cada vez mais
Livres livres livres
Escrito por: António Agostinho Neto
Quando nos veremos
Breve ou tarde?
Diz-me amor!
Nos silêncios.
Estão as conversas que não tivemos
Os beijops não trocados
E as palavras que não dizemos
Nas cartas censuradas
Contra o dilema de hoje
Viver submisso ou presseguido
são os nossos dias de sacrificio
e audância
pelo direito
de viver pensando viver agindo
livremente humanamente
entre o sonho e o desejo
Quando nos veremos
tarde ou cedo?
Diz-me amor!
Cresce com mais justiça ainda
A ânsia de sermos com os nossos povos
Hoje sempre e cada vez mais
Livres livres livres
Escrito por: António Agostinho Neto
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Balada de Neve
Batei leve, levemente
Como quem chama por mim
Sera chuva? Sera gente?
Gente não é certamente
E a chuva não bate assim
É talvez aventanea
Mais há pouco, poucochinho
Nem uma agulha por linha
Na quieta melacolia dos pinheiros do caminho...
Quem bate assim levemente
Com tão estranha leveza
Que mal se ouve mal se senti,
Não é chuva nem é gente
Nem é vento com certeza
Fui ver. A neve caía
Do azul cizento do ser
Branca e leve, Branca e frio...
A quanto tempo há não via!
E que saudade Deus meus
Olho-a atravez da desgraça
Pois tudo da cor do linho
Passa gente e quando passa
Os passos impri-me que traçam
Na braçura do caminho
Fico olhando esse sinal
Da pobre gente que avança
E note, porentre os mais
Os traços miniaturais
Duns pézitos de crianças...
E descalcinho, doridos...
A neve deixa inda vê-los
Primeiro bem definido
Depois em suco comprido
Porque não podia ergue-los!
Quem já é pecador
Sofra torneto...em fim!
Mais as crianças, senhor
Porquê lhes dais tanta dor?
Porque padecem assim!
E uma infiníta tristeza
Uma funda turbação
Entra em mim fica em mim presa
Caí neve na natureza
E caí no meu coração
Autor: Augusto Gil
Obra Literaria “Luar de Janeiro”
Como quem chama por mim
Sera chuva? Sera gente?
Gente não é certamente
E a chuva não bate assim
É talvez aventanea
Mais há pouco, poucochinho
Nem uma agulha por linha
Na quieta melacolia dos pinheiros do caminho...
Quem bate assim levemente
Com tão estranha leveza
Que mal se ouve mal se senti,
Não é chuva nem é gente
Nem é vento com certeza
Fui ver. A neve caía
Do azul cizento do ser
Branca e leve, Branca e frio...
A quanto tempo há não via!
E que saudade Deus meus
Olho-a atravez da desgraça
Pois tudo da cor do linho
Passa gente e quando passa
Os passos impri-me que traçam
Na braçura do caminho
Fico olhando esse sinal
Da pobre gente que avança
E note, porentre os mais
Os traços miniaturais
Duns pézitos de crianças...
E descalcinho, doridos...
A neve deixa inda vê-los
Primeiro bem definido
Depois em suco comprido
Porque não podia ergue-los!
Quem já é pecador
Sofra torneto...em fim!
Mais as crianças, senhor
Porquê lhes dais tanta dor?
Porque padecem assim!
E uma infiníta tristeza
Uma funda turbação
Entra em mim fica em mim presa
Caí neve na natureza
E caí no meu coração
Autor: Augusto Gil
Obra Literaria “Luar de Janeiro”
Subscrever:
Mensagens (Atom)



